Segundo reportagem do ge, o técnico Leonardo Jardim, do Flamengo, desconversou sobre a possível saída do clube após o clássico contra o Vasco. Ao ser questionado se seguirá na próxima temporada, ele disse não dar atenção a rumores, sem deixar claro se pretende permanecer até o fim do contrato, que vai até dezembro de 2027. O foco do clube está na disputa do título do Campeonato Brasileiro.

Avaliação do trabalho e cenário no clube

De acordo com o ge, a eliminação em casa na Libertadores causou desconforto interno, mas não colocou Jardim sob ameaça no cargo. A avaliação de parte do clube é que o trabalho é bom, já que o Flamengo chegou às semifinais da competição continental e lidera o Brasileiro, embora a reportagem diga que não é possível prever se isso será suficiente para a continuidade. Segundo o ge, o clube não sinalizou rompimento até agora, e a decisão deve ficar para depois da competição nacional.

A reportagem afirma que houve melhora de produção de jogadores como Samuel Lino, Pedro e Carrascal, o que é atribuído ao trabalho do técnico.

"O que importa é o trabalho que desenvolvo", disse Jardim, ao comentar os rumores sobre sua saída.

Ao comentar o assunto, Jardim afirmou que não dá importância a rumores e citou a relação com os jogadores e as conversas com o presidente Bap e com José Boto.

Divergências internas

Ainda segundo o ge, há divergências sobre modelo de jogo, treinamentos e rendimento do time desde o início do trabalho. Antes do confronto com o Cruzeiro, pelas oitavas da Libertadores, essas diferenças teriam chegado ao ponto mais alto, situação que foi amenizada com vitórias. Uma ala do clube avalia que o time perdeu parte do que tinha de bom na gestão anterior e passou a controlar menos os jogos, além de ficar mais vulnerável na defesa. A reportagem diz que não há problemas pessoais de relacionamento com Jardim, mas que as ideias não coincidem totalmente.

O ge também relata atritos entre a comissão técnica e o departamento médico, com divergências sobre processos e decisões, e cobrança por reforços. Por orientação da diretoria, Jardim passou a falar menos sobre esses temas.

Situação de José Boto

O diretor de futebol José Boto também tem futuro incerto. Seu contrato termina em dezembro, e a reportagem aponta desgaste na relação com jogadores e funcionários, com críticas a cobranças consideradas duras e a um distanciamento do elenco. Segundo o ge, o processo de demissão de Filipe Luís, em março, aumentou a rejeição interna ao dirigente.

Ainda de acordo com a reportagem, o presidente Bap chegou a procurar substitutos para Boto no primeiro semestre, mas decidiu mantê-lo. A permanência dele em 2027 é considerada incerta. Segundo o ge, todas as definições sobre renovações e futuros devem ser tratadas após o fim do Brasileiro, em dezembro.